Aquele céu (Canção)Só por enquanto
Vou me envolver nessa magia,
E acreditar
Que com teu riso eu contaria.
E num encanto
Ter para mim essas verdades,
Por obra tua,
Que me acenou co’a alegria.Por querer tanto,
Só por amor é que eu faria!
Contenho o pranto,
Driblando essa agonia.
Jurando azul
Aquele céu de tempestades,
E a culpa é tua,
Ou nada disso importaria.Aquele céu,
Que prometia ser azul,
Lembra pra sempre
O solitário frio do Sul.Sei mais saudades,
do que amar por todo dia.
Sei mais vontades,
Que ter aquilo que eu queria.
Sei mais da dor,
que ter do amor felicidades.
E a culpa é tua,
ou nada disso eu saberia.Aquele céu,
Que prometia ser azul
Lembra pra sempre
O solitário frio do Sul.Poema publicado na Antologia Literária, vol. 3, ed. da
Sociedade dos Poetas Vivos e Afins do Rio Grande do Norte,
Natal, 2003.
Chamado (Poetas Juvenis)
Que jovens poetas transitem
Por todas lendas nativas,
A adultos não se limitem,
tornando as mentes cativas.Vejam e entendam que vivem!
versejem as perspectivas.
E sem passados que rimem,
Tragam em si emoções vivas.Brilhem, poetas juvenis,
Deixando fluir à mente
O que já escapa aos senis.Brilhem, poetas juvenis!
E olhem a vida de frente,
não se prendendo a perfis.Poema publicado na Antologia Literária, vol. 3, ed. da
Sociedade dos Poetas Vivos e Afins do Rio Grande do Norte,
Natal, 2003.
Como são os sentimentos...
Sentimentos fossem prantos
Os que derramo por ti
não seriam meras gotas
Mas límpidas cachoeirasQue das pedras caem estrondosas,
Formam curvilíneas corredeiras
Querendo inundar o teu coraçãoSentimentos fossem lenços,
Os que eu sinto por ti
não seriam meros panosMas tramas de fina seda,
Que se confundem e se enredam
Formando um desenho imprevisível
Jamais sonhado por um tecelão....
Ah! Mas são os sentimentos
Tão etéreos e traiçoeiros,
E os que eu sinto por ti
São por demais inconstantes,Se eu quero, também te escapo tanto
Que eu procuro me esconder do pranto,
Sumindo qual mágica sob lençosMas por fim eu me entrego
Aos meus loucos devaneios
E teus sempre belos sonhos
Passando sustos medonhosPor não conhecer os sentimentos,
Que se transformam em cachoeiras
Que encharcam nossas belas sedas...Quando com tão meigos lenços
Sempre em suaves lamentos
Desnudas teus sentimentos
E vens os meus olhos secar...
Menção especial no II Concurso Internacional de Poesia e Prosa “Cidade de Ponta Grossa”, categoria poesia moderna, ano de 2000.
Filho Menino
A bola colorida corre, corre...
e o tempo que a segue vai também.
A bola colorida sobe, sobe...
ele treina e melhora o seu tem-tem.A mente agitada bole, bole....
o que a vida apresenta muito bem.
A bola colorida sobe, sobe...
observo seu crescer, nada o detém.
A bola colorida some, some...
e a infância que vivia esvai também.
A bola colorida sobe, sobe...
e o tempo me roubou mais um neném.A bola colorida é fome, é fome...
do jovem aprendendo a querer bem.
A bola colorida sobe, sobe...
meu filho fica adulto já também.A bola colorida bate, bate...
seu nobre coração encontra alguém.
A bola colorida sobe, sobe...
Certo dia o meu filho é pai também.A bola colorida parte, parte...
E a vida tão depressa vai também.
A bola colorida sobe, sobe,
E eu avô, já bem velhinho, vou pro além.
Poema premiado com o 1º Lugar no 12º Concurso Estadual de Poesia –
Prêmio Pinheiro do Paraná, em 26/03/2004.
Publicado no II Caderno de Poesias Pinheiro do Paraná.
Proposta do Vento
O sol queima a aguda dor exposta,
Com palavras ajustadas, poesia!
E o vento que observa faz a aposta...
Corroer a triste chaga a maresia!Como pano pra formar a dura crosta,
Sopra forte e propõe a hipocrisia.
Dando assim àquela dor uma resposta,
Deixar o amor e adotar a cortesia.Dor e amor, realidade e fantasia,
Onde a alma, inquieta, se recosta,
Pois sei que sem os dois não viveria.Ao amor sempre darei a primazia
E a Éolo digo não como resposta:
Some o vento e nos chama a calmaria.
Poema publicado na Antologia Literária, vol. 3, ed. da
Sociedade dos Poetas Vivos e Afins do Rio Grande do Norte,
Natal, 2003.
Três Sertões
O sertão do Seridó
É pobreza de dar dó...
Tem criança lá com fome,
E a sede que é o pior.No sertão do Cariri
gente sofrida eu vi!
Tem terra verde, de poucos,
Pra muita gente existir.O Sertão lá de Brasília
Tem água, fartura, brilha...
E de lá ninguém se importa
Com os Sertões da Agonia.
Poema publicado na Antologia Literária, vol. 3, ed. da
Sociedade dos Poetas Vivos e Afins do Rio Grande do Norte,
Natal, 2003.