São Paulo, 13 de abril de 2007
Nossos desamados irmãos loucos
(reportagem publicada originariamente na extinta revista O Cruzeiro, em março de 1963, e gentilmente cedida por Audálio para este número do Jornaleco)
Dentro das fronteiras do Juqueri, o repórter sente que está numa encruzilhada da profissão: olha para todos os lados, perde-se no meio da tragédia e conclui que não é possível fazer uma reportagem comum, dessas de contar simplesmente o que vê. Porque não é possível contar. Tudo aquilo que a gente vem aprendendo desde os tempos de ‘foca” se desmorona aos nossos pés.
Um bom repórter — manda a regra — deve obedecer a cinco mandamentos para fazer uma boa reportagem: “o quê”, “quem”, “onde”, “como”, ”por que”. Mas, “que” é o Juqueri? “Quem” é responsável pela chaga? “Onde” se vive, como aqui, em condições tão degradantes? “Como” se pode explicar a tragédia desses nossos desamados irmãos loucos? “Por que ninguém, até hoje, tomou providências?
Só estas perguntas já seriam suficientes para a reprovação sumária de um candidato a repórter. pois a boa reportagem é exposição de fatos e não indagação, segundo a regrinha aí de cima. Mas no Juqueri nenhuma regra é válida, porque o Juqueri é uma anomalia. A humanidade anormal que aqui está confinada é vítima de outra anormalidade a de administrações que se sucederam surdas, cegas e mudas para o seu clamor.
Urubus são denúncias negras que voam sobre o Juqueri. Se nada nos fosse dado ver. lá nos escondidos do hospício, os urubus serviriam para que pudéssemos imaginar o que acontece. Por que eles agitam tanto as asas sobre os pátios do que já foi um hospital?
A explicação está aqui dentro: todos os pátios do Juqueri são de muros altos, muito altos, a modo de esconder muita miséria humana. Chão nu, duro de pisado por muitos passos aflitos. Alguns têm outra árvore (sempre coalhadas de urubus) a derramar um pouco de sombra sobre muita infelicidade. O que completa a paisagem dos pátios são criaturas humanas — nossos desamados irmãos loucos — que choram, gritam, urram, blasfemam, rezam ou fazem gestos sem beleza. Sobre elas, manchando o azul do céu, os urubus. Voam, a pequena altura, em irritantes movimentos circulares, depois descem e pousam sobre cabeças esquecidas. O objetivo pode ser a ferida de um homem grandalhão ou de uma velha mirrada. Pode ser também o corpo todo de uma criança, que o pátio é denominador comum de misérias.
O repórter assiste a tudo isto, tonteia, quer reter o máximo na memória para fazer urna reportagem fiel e tecnicamente perfeita — a descrição de um todo. E verifica que o todo, de tão anormal, não pode ser descrito. Por isso, a reportagem vai sendo marcada pelos fatos isolados, tragédias dentro de uma grande tragédia que é o Juqueri; o particular que é síntese do geral. Assim:
PASSARINHO PRESO
Pátio da 1ª Colônia de Mulheres. A mulher nua está num canto de muro, encolhida. Diante dela, avultando em negrume de asas, um urubu. De vez em quando ela faz um gesto que espanta a ave (por que insiste o urubu em comer aqueles dejetos?) e repete a mesma frase:
— Lá em casa eu tinha um passarinho preso, tão bonito na gaiola. E agora? E agora?O ROSTO PERDIDO
Mesmo pátio. Bem distintos de outros gritos (no pátio estão 366 mulheres, mais da metade nuas), os gritos da mulher que tenta envolver a nudez com um pequeno pedaço de cobertor:
— Perdi as minhas feições. Não tenho espelho, mas sei que perdi as minhas feições!
De repente, o repórter é médico todas o tratam por doutor. “Por que o senhor não vem sempre, doutor, pra ver a nossa desgraça?”, em queixas sem fim. Os momentos de consciência lhes são terríveis, muito mais do que a ausência total da razão. A pequena centelha de juízo revela tudo, de chofre: a nudez do corpo. o cheiro ruim que outros corpos desprendem, a sujeira que se pisa. a ausência de outra paisagem que não aquela que termina nos muros, o imundo sórdido do pátio.
— Perdi as minhas feições, repete a mulher que tenta esconder a nudez com pedaço de cobertor.
O GESTO DE AMOR PERDIDOOutro pátio (o do 8º pavilhão). onde estão as mulheres mais velhas. entre elas uma que aperta contra o corpo magro urnas bonecas de trapos. Ela é toda amor, quando faz o gesto de estreitar aquelas bonecas contra o peito e sorri inteirinha. Até que a cena se desfaz, no gesto violento de outra mulher que passa e lhe dá um safanão. As bonecas caem no chão, sobre dejetos, e a mulher que as apertava contra o peito abre os braços, na inutilidade do protesto.
A velha, bem velhinha e quase lúcida. assiste à cena, diz que é “sempre assim”, sente muita pena da pobrezinha, “porque ela pensa que aquelas bonecas são criancinhas dela” e continua o seu trabalho de costura. com sua agulha feita de um grande espinho. O que ela costura é um trapo irremediável. Por quê? “É bom a gente fazer alguma coisa, senão começa a ficar de juízo atrapalhado. Trabalhar não cansa; descansar cansa”.
A mocinha atendente explica que é sempre assim: muito doente, em fase de recuperação, gosta de trabalhar. Mas, como não há meios, “eles ficam doidos novamente”.
VERONICA SOZINHA NO MUNDOO repórter ouve muitos apelos aqui no Juqueri. Em cada pátio, em cada dormitório, em cada enfermaria onde não há enfermeiros, há criaturas que pedem socorro. As vezes, desejam apenas o socorro de urna palavra. Ou de uma presença que não seja a de outras desgraças. A velhinha na cama da enfermaria sem enfermeiros, pediu socorro assim:
— Ou, meu filho! Venha cá.
A gente chega perto, ela diz:
— Vocês que estão aqui são meus parentes, não são?
A gente diz que sim, ela ri e chora:
— Ah, hoje encontrei alegria no meu inferno. Nunca veio parente meu aqui.
A gente fica um pouco, quer sair, ela apela:
— Me deixem aqui não!
Seu nome — ela ainda se lembra — é Verônica. Sozinha na cidade alucinada do Juqueri. Sozinha no Mundo, também. informa uma serviçal. Aqui, Verônica serve como símbolo. Porque, como ela, muitas são as criaturas esquecidas no grande depósito do Juqueri.
UM BANCO NO PÁTIONo pátio do Pavilhão de Menores há bancos, sob árvores nuas. E há meninas nuas e mocinhas, quase mulheres, também nuas. Todas andam sem rumo, todas pisam a sujeira que seus próprios corpos deixaram no pátio. E com elas passeiam — ah, a presença constante! — os urubus. Num dos bancos está a menina-moça de grandes olhos negros e parados. Está inquieta; senta-se, deita-se, fica de pé sobre o banco. Vêm um, dois, três, quatro urubus, pousam no encosto do banco, depois tentam pousar no corpo da menina- moça. A terrível explicação para a cena é dada por uma serviçal:
— A menina ficou mulher; os bichos sentem que ela é mulher.
UMA FLOR PARA MARIAO nome daquela moça que olha através da grade, a gente não sabe. Seja Maria, que é nome bonito, e porque ela está olhando o jardim lá de fora (o pavilhão fica perto da administração). No inferno do Juqueri, há o milagre deste jardim, com flores e tudo. Maria na janela pede uma flor. É preciso dar uma flor a Maria, a gente vai e dá. Maria sorri, vira-se e ergue sua flor para que todos, lá dentro do pavilhão mal cheiroso, desfrutem o seu momento de beleza.
HOMEM NU ACUADO
Num dos pátios da 8ª Colônia, estão mais de quatrocentos homens, quase todos nus. Sol a pino, os homens prostrados em sua nudez. Poucos se dão contra desse fato. Num canto de muro, acuado como bicho, um destes grita:
— Eu não sou mais homem!
Não é, mesmo. Como não o são os outros desamados do pátio. Mas há quem ache que seja homem, só porque a administração mandou algumas calças para distribuição na 8ª Colônia. Um que acabou de receber calças corre como um cavalo pelo pátio:
— Eu já sou homem, eu já sou homem!
Esse luxo é uma desgraça, comenta um que não ganhou calças.
FOME À MESAA fome é presença constante aqui no Juqueri (a maioria dos óbitos é por inanição). Além da falta de comida, e da comida ruim, há a disputa pelos maus bocados servidos. Para ilustrar, basta descrever um momento, de hora do jantar, na 4ª Colônia de Homens. Sobre as grandes mesas vão sendo colocados os pratos, com a comida – arroz, feijão, pelancas de carne, polenta, tudo uma papa só – primeiro para as moscas e depois para os homens que esperam impacientes, lá fora. Quando todos os pratos estão na mesa, deixam-nos entrar. É uma avalancha que invade o refeitório. Olhos ávidos de fome sobre os pratos. Também, que dignidade pode ter um jantar de homem nus? Só o estômago fala, agora. E o drama está posto na mesa: quem é mais agressivo, toma o prato de quem é passivo (ou mais fraco), sempre cuidando para que um ainda mais agressivo (ou mais forte) não lhe tome a presa. E come tudo sem remorso (nem nós, de fora, sentimos remorso), diante dos olhos dos que estão com fome à mesa – nesse banquete desesperado.
PESADELO NO DORMITÓRIOUm pesadelo, em si, é cada dormitório, de cada pavilhão, de cada colônia no Juqueri. Na 8ª Colônia é assim: a porta se abre, a gente recebe o impacto do calor abafado lá de dentro. E do cheiro, que a gente não pode dizer como é – resultado de todas as misérias humanas aqui reunidas. Não se vê nada, assim de entrada. Aos poucos, a luz fraca vai permitindo que a gente assista ao terrível espetáculo (dantesco é adjetivo que não serve, por ser lugar-comum, mesmo que aqui neste dormitório infernal).
Há camas sobre camas, no jeito de beliche. E corpos sobre corpos, no jeito de trastes empilhados. Uma ou outra cama tem um resto de colchão, por isso os doentes dormem sobre os estrados de arame, no jeito de ficarem seus corpos cheios de chagas. O sono eles é feito de gemidos, Senhor Deus dos Desgraçados!
A paz, que poderia vir com o sono, também lhes é negada. Quem grita essa verdade é o velho nu que anda de ponta a ponta pelo corredor, no seu lamento:
— Comeram o meu colchão, comeram o meu colchão!
CLÍNICA PARA A MORTEEm cada pátio, em cada dormitório, em cada canto do Juqueri, cada homem está morrendo – uns mais depressa, outros mais devagar. Mas a morte está em toda parte, bem o anunciam esses urubus que voam em círculo lá em cima. Pode-se morrer em qualquer lugar, a qualquer hora, mas o lugar de morrer mesmo é chamado clínica. Cada colônia tem a sua clínica para receber os que são descobertos com doenças de corpo – disenteria, pneumonia, caquexia (fome, em linguagem vulgar), desidratação. Mesmo que haja uma assistência médica regular, as condições dessas clínicas não permitem a recuperação dos doentes. Para exemplo – mau exemplo – serve a Clínica da 8ª Colônia de Homens. Por que chamam isso de clínica, a gente não sabe, pois o que a gente vê é assim: salão com camas, doentes amontoados nas camas, colchões podres de sujeira. Gente para cuidar, não há. Só um homem, que fecha a porta para não sentir o cheiro (ninguém, a não ser aqueles condenados, pode suportar o cheiro da clínica) terrível. A capacidade da clínica é para 56 doentes, mas aqui estão 91 (agora há pouco eram 92, mas um acaba de morrer). O homem encarregado (um simples serviçal) só chama o médico de plantão, no Hospital Central, se consegue descobrir no amontoado alguém que está em agonia.
O homem encarregado, chave na mão pergunta:
— O senhor tem coragem para ver?
A gente tem, que essa profissão exige.
Então, o homem encarregado abre a porta. A clínica é um salão de horrores, com repórter no meio. Doentes gemem no amontoado das camas e no amontoado do chão de cimento. Há uma pasta fétida que cobre tudo, nesta sala de morte para a qual não há palavras.
A PAZO fim é a paz, aqui no Juqueri. E a paz está no cemitério do hospital, dentro mesmo do hospital. Paz sob cruzes de quem morreu tão desamado. Amanhã, aqui estará aquele homem que morreu na clínica da 8ª Colônia. Na paz que foi possível aos nossos desamados irmãos loucos.
UM MONSTRO DE MUITOS BRAÇOSPara atender a uma população enferma de quase 13.000 pessoas, o Hospital do Juqueri conta com apenas 76 médicos.
O dr. José Mario Amâncio de Camargo, jovem idealista, acompanha há 13 anos o drama que ali se desenrola. Aqui, ele depõe – um depoimento que poderia ser dado pela maioria de seus colegas, que sabem não ser o problema restrito às fronteiras de um campo de concentração como é, de fato, o Juqueri:
O problema dos métodos de assistência aos psicopata não está calcado nas limitações do Hospital do Juqueri. A psiquiatra, embora seja uma especialidade médica, está muito mais interligada às ciências sociais do que outros ramos da medicina. Se nós atirarmos para a realidade brasileira, analisando com cuidado os seus aspectos social, econômico e financeiro, verificaremos que o nosso País não realizou ainda os estágios necessários para qualificar o homem, para integrá-lo numa estruturação socio-econômica que permita oferecer todo o respeito à dignidade humana.
Que se verifica então, sistematicamente, como tipos de ocorrências graves no seio das grandes massas da nossa população? A fome, a subnutrição, a miséria, as más condições de habitação, a mortalidade infantil, a tuberculose e outras anomalias que fragmentam a personalidade, alienando impiedosamente o homem. Se nós percorrermos o Brasil, vamos constatar que o Juqueri está em toda parte, em maior ou menor condensação.
O Hospital do Juqueri, por tantas vezes e em diversas épocas estampado nas páginas dos jornais, nada mais é do que o reflexo da realidade brasileira, da situação de inquietação em que vive o povo.
Como agir de modo efetivo diante de tão grave situação? Se nós reconhecermos que a psiquiatria superou a sua condição de especialidade médica, para tornar-se o lugar comum de psicólogos, psiquiatras, psicoterapeutas, sociólogos e filósofos, sem dispensar as contribuições de qualquer tipo de atividade – porque o homem vive, luta, realiza, ele entra nas fronteiras da psiquiatria e invade o Hospital Psiquiátrico – começaremos por atacar o problema, procedendo a um trabalho de equipe.
Seria uma consciência nova a despertar, que dinamizada pela mobilização dos recursos necessários daria atendimento às necessidades reais da nossa população, com um trabalho profilático de profundidade, cuja essência poderá ser apresentada a qualquer momento por colegas especializados que possuem planos bem elaborados de assistência à saúde pública.
Finalmente, o problema do Hospital do Juqueri, em que termos deve ser colocado e quais as medidas básicas realmente necessárias? De tudo quanto foi dito, depreende-se que o Juqueri é uma resultante social, é um processo histórico. Seus problemas têm raízes profundas e desde que surgiram foram num crescendo ininterrupto, até a fase de saturação atual, com as mais graves conseqüências. As internações aumentavam assustadoramente, comprometendo o controle assistencial e desorganizando as atividades funcionais do hospital, com suas dependências superlotadas. Na proporção que essa população de enfermos aumentava, mais se evidenciava a desintegração total (hospital e enfermos).
Essas influências perturbadoras se somam ao fato de que o nosso hospital é aquele hospital padrão vigente até por volta de 1900, com sua estrutura alienante, que dificulta a aproximação cordial do médico, com o paciente (o grifo é nosso). O enfermo identifica sempre as condições agressivas e hostis do hospital com a figura do médico, responsabilizando-o pelo precário atendimento de suas necessidades. Creio que esta é, em síntese, a situação a que chegou o Hospital do Juqueri.
Como medidas de urgência a serem tomadas, estão em primeiro lugar o fornecimento de medicamentos, roupas e alimentação adequados. Mas o trabalho realmente efetivo consiste em uma revisão ampla dos seus métodos e de sua estrutura. Temos que organizar uma realidade assistencial que atenda às nossas verdadeiras necessidades. E esta realidade só será possível com um trabalho de equipe, pois, à luz da psiquiatria, o homem não é só uma criatura natural, senão um ser cultural.
Atendendo de fato a situação real do paciente, o psiquiatra não pode mais se satisfazer com conclusões limitadas às concepções clássicas, mas sim formulando diagnósticos pluridimensionais, que atendam à biografia, às condições ambientais e conseqüente compreensão das suas reações individuais.
Sem dúvida, o Centro de Reabilitação é uma exigência que se impõe categoricamente pelas características dos problemas de estrutura do Hospital do Juqueri.
No caso específico do Juqueri, esse Centro de Reabilitação significaria a integração de sua população de enfermos, dentro de uma estruturação social, com uma praxiterapia diversificada, aproveitando-se as aptidões profissionais de cada doente e testando as tendências daqueles que ainda não se definiram no sentido profissional. Além disso, o Centro de Reabilitação encerra em seu conteúdo jogos, leitura, cinema, teatro, música e outras recreações. Esses fatores praxiterápicos e recreativos emprestam uma nova significação para o doente mental, dando-lhes uma consciência que simboliza o reencontro com o seu “eu” e com os valores da vida.
Além do extraordinário valor terapêutico, representaria também, o que é importante, a própria readaptação social, favorecendo o reajustamento mais rápido do paciente quando de sua volta para o lar. Temos que levar em conta o fato de que o custo de manutenção de um doente pertencente ao Centro de Reabilitação, diminuiria, tendo em vista a sua produção. O funcionamento estaria afeto a um grupo de terapistas, que trabalharia em sintonização com os psiquiatras.
Toda essa atividade social, mantendo-se intercâmbio com um Centro de Pesquisas (anatomia), fisiologia, patologia do sistema nervoso, com um hospital para doentes agudos e um hospital para doentes crônicos, condicionaria uma realidade assistencial, que permitiria fosse essa população de doentes do Juqueri revista caso por caso, porque é bastante possível que milhares de pacientes crônicos sejam, na realidade, a consequência de uma psicose aguda indevidamente tratada.
Com a criação do Centro de Reabilitação estariam erradicadas as condições negativas do nosso ambiente, responsáveis por uma infinidade de quadros reativos. Se nós imaginarmos os nossos pacientes, entretidos em suas atividades, praxiterápicas, concluiremos com facilidade que influência terá o Centro de Reabilitação, na disciplina hospitalar, facilitando as normas gerais administrativas. Seria uma porta aberta para a aproximação construtiva do médico com o paciente.
Sim, porque o conhecimento e a solução dos sofrimentos, dos conflitos, das angústias do enfermo, jamais serão possíveis por meio da razão ou de qualquer forma de explicação, mas sim através do encontro e da compreensão. Somente a experiência afetiva é que permitirá a construção do binômio médico e doente.
Vamos humanizar o Juqueri?